Que se multipliquem estes novos heróis da Terra!

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Henrique Mascarenhas Pires
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Tratar de assuntos climáticos com responsabilidade no Brasil

Tratar de assuntos climáticos com responsabilidade no Brasil, nação em pleno alargamento sem uniformidade, a terra dos contrassensos; é algo indubitavelmente indigesto! O Brasil ainda não sabe deliberar o que espera de seu clima, da sua terra e de seus animais. Na verdade, os Três Poderes se embaralham em elaborações e decisões equivocadas. Nada de concreto é feito, sob um ponto de vista de um aspecto singular, que obedeça às expectativas racionais. Por isso é que não se chega a uma consonância a respeito do que é melhor para podermos viver com tranquilidade!

É saudável que não exista um arquétipo único de regra, mas o que precisa ser feito agora é abandonar a forma clássica da lei que só beneficia o injusto. Este paradigma ainda existe; é fruto da formação positivista, a reconhecer na Lei a única expressão do Direito e a considerar intangível o incontestável na separação de poderes; e desse burburinho legalístico, o único que sai perdendo é o clima, a natureza.

A falta de melhor denominação do que é o clima ou a preservação irrestrita das florestas, enquadra-se, num molde criminoso para aqueles que não se satisfazem com a estratégia conjuntiva. Recorrem à teoria da argumentação, fazem julgamento de valores, escutam o convite de uma comunidade sedenta do justo. De um lícito cada vez mais ético e menos cerimonial.

Eu tenho visto desde os tempos em que ainda usava fraldas, que o Brasil nunca foi um modelo egrégio, perante qualquer organismo sério que trate o clima como algo imprescindível para o habitat humano com dignidade. Noto que há séculos o povo sequer deu uma única chance para o futuro; e esse tipo de pensamento mundial é vergonhoso, pois põe em cheque a vida humana!

Como tudo na vida, que necessita existir sempre o princípio da equidade, que significa para os leigos, retidão, igualdade, justiça, mas que infelizmente, ainda se carrega o ranço das histórias antigas, onde as leis nada diziam e as pessoas faziam e fazem tudo pelo progresso. Que progresso que nada! Tudo que fazemos é pelo dinheiro; no máximo, para conforto pessoal, porque o dinheiro ainda pode pagar. O dinheiro que se ganha hoje e que gera toda essa degradação ambiental, provocando sérios problemas climáticos, se juntado o quantitativo mundial e multiplicar por 1 milhão, não poderá reparar nem 10% de tudo que poderemos sofrer em 2050!

Graças a Deus ainda há gente séria e comprometida com a verdade, que tem buscado elucidar a nível mundial os fatos de prepotência, autoritarismo e malversações dos atos por parte de quem enriquece às custas do clima; e numa outra ponta, tão importante quanto qualquer setor, os jovens finalizam o processos simples e educadores criando modelos singelos que precisam se tornar uma espécie de vírus do bem!

Seria inimaginável a algumas décadas, vermos pessoas e empresas sendo penalizadas por degradação ambiental e climática; esta imagem ainda muito rara, precisa ser comum. Os déspotas da natureza precisam começar a pagar caro por tudo que fazem o Planeta.

Sabemos e esperamos que muitos conceitos de preparo, recrutamento e vivência dessa gente, mude com a evolução natural dos fatos; também sabemos que são utópicos os aforismos de quem ensejam tais mudanças para amanhã; mas os velhos pilares que afirmavam que nada ocorreria, já sinalizam suas ruínas, insistem em terem novos arquitetos e engenheiros para consertá-los, e isso é uma ignomínia. Apenas esperamos que os construtores de Leis, que aqui estão a cargo dos membros do Congresso; e o próprio Executivo, entendam que todo esforço hoje ainda é pouco para tentarmos salvar o planeta!

Espero que todas as nações cientifiquem seus povos para que a natureza tenha personalidade jurídica; e que seja plicado o princípio da igualdade, do bom senso, para que haja sempre a ‘fumaça da boa justiça’. Quando isso ocorrer em larga escala, teremos enfim uma legião de bravos e heroicos homens e mulheres, moços ou experientes, mas com a singularidade de serem os novos protetores do Mundo.

Tudo isso deve ser aplicado e cobrado desde cedo; desde os primeiros passos de uma criança; que não se deve jogar nada nas ruas, gastar água sem necessidade ou se regozijar com prazeres efêmeros, só porque se pode bancar com seu dinheiro ou sua tradição.

Nosso Planeta está na UTI; e para os que estarão vivos em 2050, o único remédio capaz de tira-lo das garras do achaque, chama-se: conscientização!

Que se multipliquem estes novos heróis da Terra! Eu estou fazendo o meu papel! Minha filha, Mariana Portolan Pires de 11 anos, está fazendo o papel dela; e você e seus filhos?
Carlos Henrique Mascarenhas Pires
Expedição Brasil Rodando o Mundo

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